Custo de vida do brasileiro deve seguir elevado até o fim de 2012
O
Banco Central não terá paz no último trimestre do ano. As pressões
sobre o bolso do consumidor prometem ser pesadas diante do aquecimento
da economia e devem alimentar críticas às decisões da autoridade
monetária de afrouxar a política de juros. Depois de o Índice de Preços
ao Consumidor Amplo — 15 (IPCA-15) de outubro, a prévia da carestia
oficial, ter surpreendido o mercado ao registrar alta de 0,65%, as
projeções para o fim do ano pioraram. O mercado espera, agora, que o
IPCA de 2012 fique em 5,44%, estimativa que tem sido revisada para cima
há cinco semanas consecutivas. A previsão é que o indicador feche o mês
em 0,60%. Até a semana passada, o número era menor: 0,55%.A piora das expectativas de inflação tem sido uma resposta do mercado à decisão do BC de derrubar a taxa básica de juros (Selic). Na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), o indicador baixou de 7,50% para 7,25% ao ano, o que incomodou parte do mercado. Os mais críticos argumentam que o BC de Alexandre Tombini aceita risco maior que o comum em troca de algum crescimento — uma visão que também vale para 2013 e já contamina as previsões.
Por|: Robson Pires
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